quinta-feira, 16 de agosto de 2007

CINEMA

Apesar de saber que os longas nacionais não estão na preferência local venho aqui fazer um apelo aos amantes da sétima arte: prestigiem os nossos filmes tupiniquins!!!!!!
É de incontestável veracidade (inclusive para quem realmente não gosta do cinema nacional) que estamos crescendo bastante no que diz respeito às nossas produções. Talvez pela qualidade do elenco, que vem melhorando a cada dia, ou pelo novo foco que os diretores e roteristas estão tomando. Já não somos apenas expectadores de comédias baratas importadas pelo pop art estrangeiro - pra não dizer americano - estamos muito mais interessados em desvendar as peculiaridades locais e consumir o feijão-com-arroz que só a mamãe sabe fazer.
Infelizmente, isso não é de consenso geral. Mas se formos analizar o grande número de pagantes que assistiram o filme da série "A grande família" no começo do ano, observaremos indícios de que a coisa realmente está andando.
Desde que o filme "Central do Brasil" foi indicado ao Oscar, movidos por um certo sentimento de orgulho, talvez, os conterrâneos passaram a prestar um pouco mais de atenção para as nossas lentes, o que de fato foi um grande passo. Nem tanto pelo filme, que apesar de ser bom, não foi um dos melhores já produzidos, mas principalmente pela protagonista: Fernanda Montenegro, que dispensa comentários!
Depois disso vieram filmes muito bons como "Lisbela e o Prisioneiro"; "A dona da história"; "Mais uma vez amor"; "Sexo, amor e traição", "Cazuza" e etc. De todos esses que eu recomendo que assistam, tem um de 2004 que é realmente fantástico e, me perdoem a franqueza, mas é recomendável apenas para quem consegue ver "além das cenas": O filme "Nina" de Heitor Dahlia. Não digo isso só porque é uma adaptação do livro "Crime e Castigo" de Dostoiévski, nem pelas inúmeras premiações internacionais como o prêmio da crítica no Festival de Moscou, mas pela excepcional interpretação de Guta Stresser sem falar de Matheus Nachtergaele, Wagner Moura, Lázaro Ramos e Renata Sorrah.
Bom, eu poderia passar horas indicando filmes nacionais pra quem gosta e pra quem quer conhecer. Mas não me atreveria a rasgar tanta seda pra meus compatriotas. Faço mais. Quem não tem programa nenhum nesse final de semana, vá ao cinema e veja o filme "O Cheiro do Ralo" é uma produção independente com Selton Melo, dirigido por Heitor Dahlia e que já ganhou cinco premiações, poucos cenários mas muita loucura na cabeça do protogonista, vale a pena assistir.
Outra dica, na verdade é mais uma informação. Nessa sexta estréia no Cine Praia Grande o filme "Crime Delicado" de Beto Brant com Matheus Nachtergaele. Drama que conta uma história de um crítico teatral que leva a vida seguindo a razão e é desestabilizado quando conhece uma mulher em um bar. A preços populares o filme será exibido de terça a sábado nas sessões de 16h30; 18h30; 20h30 a R$4,00 inteira e R$2,00 meia pra estudantes e idosos. No domingo o preço é único R$1,00 .
Acho que é hora de deixarmos o preconceito de lado e valorizarmos um pouco mais a nossa própria arte.

quinta-feira, 19 de julho de 2007

Em tempos de greve

Será que a greve é a melhor forma de conseguir algo?A paralisação e a algazarra são os meios mais viáveis de chamar a atenção para o problema que a classe reinvidica?Estamos vivenciando uma greve que parece ser infindável. Os professores da rede estadual pararam e obrigaram aos alunos a fazerem o mesmo. Já são mais de 60 dias.



Não se pode negar que durante muito tempo a greve foi o mecanismo mais propício para escancarar as arbitrariedades da classe empregadora e os maus tratos sofridos pelos trabalhadores. Mostrar à sociedade que há algo errado pisando no calo do principal culpado é realmente muito eficaz, entretanto, será que é justo fazer isso prejudicando terceiros, que nada podem fazer de concreto pra resolver o problema?


É inconcebível que os professores sejam tão humilhados economicamente com a miséria que ganham. E por paixão ou por necessidade, eles buscam aprimorar ainda mais seu conhecimento com cursos e mais cursos que aprimorem seus currículos e lhes propicie maiores gratificações no final do mês. Justo. Agora, é um abuso o que o Estado fez ao retirar essas gratificações, o que acaba igualando um doutor, especialista em uma área com um recém graduado. Notoriamente injusto.


Não quero tomar nenhum partido político aqui. Mas a discussão se volta apenas para saber se a greve é ou não eficaz. Apesar de querer ser imparcial, não tenho como desgarrar-me do fato, posto que faço parte da classe que sofre com o prolongamento dessa paralisação, a dos estudantes. Ciente da fundamental importância das reivindicações feitas pelos mestres digo que já está na hora de haver uma conciliação entre as partes. Ninguém está ganhando nada com isso, pelo contrário, somente os estudantes perdem. Não quero ser egoísta relatando somente o meu ponto de vista, mas sinceramente não vejo futuro nessa balbúrdia que se fornou. Tenho um relacionamento bastante amigável com um dos "cabeças" do movimento e sei que não há definições pra nada. Nem de como anda, nem quando termina.


Talvez o meu jeito introspectivo tende a me direcionar para algo mais pacífico. Um acordo entre as partes poderia ser uma forma de encerrar o caso sem deixar maiores prejuízos a ninguém. Mas o problema é que cada um puxa a corda pro seu lado sem se importar com o outro, que também puxa pro seu e acaba tensionando-a exatamente no meio, só que eu tenho a impressão que é exatamente aí que eu me encontro e meu medo é que a qualquer momento ela arrebente deixando em pedaços um exército de inocentes das mais variadas faixas etárias que terão que se contentar com uma educação muito aquém da que já lhes era oferecida.

A queda da qualidade do ensino é visível, os alunos não podem perder o ano letivo, então a matéria será "passada" e só os alunos saberão como isso ocorrerá. Mas a pior situação de todas é a dos vestibulandos que estão desarmados na reta final da sua luta injusta contra os alunos das escolas particulares no campo de batalha que é o vestibular.

Sem querer perder minha visão romântica do mundo, ainda tenho esperanças que essa situação se resolva o mais rápido possível. Além de fazer um último apelo aos grevistas que em um outro momento analisem outras opções menos danosas aos inocentes que sofrem no meio desse conflito com o Estado.

Até que ponto a greve trará benifícios à classe ainda não descobri.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Aumento no número de veículos...

São Luís passa por um processo de motorização impressionante. A cada ano as concessionárias estão batendo recordes em cima de recordes de vendas. Isso tudo pode advir do aumento de renda da população, das facilidades de pagamento oferecidas, ou até mesmo das políticas bancárias que estão facilitando esse tipo de financiamento, o motivo real não importa. O que salta aos olhos é que a cidade não possui estrutura para comportar esse aumento.
Qualquer motorista na cidade nota que qualquer incidente, por menos que seja, provoca um engarrafamento quilométrico. Além disso, não há mais lugar para se estacionar na cidade, há uma verdadeira luta por espaço nas ruas da cidade. Os flanelinhas comemoram, já os motoristas têm de andar por quadras e quadras para chegar ao lugar em que realmente queria visitar.
Enquanto isso a prefeitura não tem a coragem de ampliar nossas principais avenidas, dentre elas a Jerônimo de Albuquerque que dioturnamente engarrafa. Muito pelo contrário, no lugar de aumentar a infraestrutura, que promoveria uma melhor qualidade de vida à sua população motorizada, ela começa a debater a possibilidade de instalar-se o rodízio de placas, medida que traz transtornos a todas as cidades que já o utilizaram.
Outro ponto que deve ser observado é o estado que os casarões do Centro com o aumento do tráfego em suas vias. Há anos um promotor da cidade luta para que a área proibida para carros seja ampliada, mas apenas quando os casarões começarem a rachar e a cair é que faremos algo, ou será que nem assim?
Urbanistas, juristas, sociológos e economistas de plantão, esse é um assunto que deve ser abordado o mais rápido possível. Não podemos esperar a cidade parar para só então analisarmos esse problema.

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Carta aos ludovicenses

Será que alguém já parou pra observar até que ponto o fato de sermos Patrimônio Cultural da Humanidade interfere na vida de cada um?


A maioria da população usa esse título apenas com o intuito de vangloriar-se do fato e esquece que por trás de tudo isso há uma série de implicações no cotidiano não só de quem vive no centro tombado, mas de toda a cidade.


A partir do momento em que esse centro não conseguiu mais suportar as exigências da modernidade e que o eixo de crescimento da mesma mudou para as áreas mais próximas das praias, iniciou-se um conflito entre manter as antigas estruturas ou modernizar. E então o que era centro passou a se chamar de cidade antiga.



Parece que a resposta para esse conflito é evidente até hoje. Escolheram migrar pura e simplesmente para as novas centralidades e deixar o que outrora era o centro de tudo apenas em um passado a cada dia mais distante. E detalhe, esse acontecimento não restringe-se apenas ao deslocamento de famílias, que a princípio foram as precursoras, mas o setor de serviços, comércio e instituições públicas também estão seguindo o mesmo trajeto. Por quê?


Creio que muita gente concorda com o que acaba de ser relatado, entretanto permito-me contradizer-me. O centro ainda é um lugar vibrante. Não apenas por ainda concentrar um grande número de empregos e serviços, mas por abrigar a maior diversidade cultural e social, principalmente nas áreas que mantiveram o uso residencial.


Essa história de querer transformar o centro em algo histórico, como se fosse um grande museu, não trará nenhum diferencial para a cidade e particularmente não tem nada de atrativo. Os nossos casarões não devem ser vistos como peças isoladas desse gigantesco museu a céu aberto. É preciso passar para a população que ainda há vida em meio a essas velhas estruturas, e que por mais que sejam estereotipadas como detentoras da população de baixa renda da cidade, isso não é verdade. Fiz um estudo que comprova que mais da metade dos moradores da área persiste em morar no local por questões pessoais e não econômicas. Ou porque o imóvel é uma herança de família, ou porque fica perto da igreja da qual é membro, ou simplesmente pelos laços de amizade construídos. E é justamente esse o ponto em que quero chegar. De que adianta enxergar apenas as fachadas e esquecer que há vida além delas?


Não moro nessa área, infelizmente, mas pretendo um dia viver em meio a essa poesia que é o centro histórico. Acordar todo dia e perceber que, por mais que as pessoas mudem, a estrutura sólida persiste e que ela não impõe um retrocesso no cotidiano das pessoas, pelo contrário, somente quem possui sensibilidade para tal percebe que viver ali é estar à frente de uma sociedade cega que não percebe o verdadeiro patrimônio que tem.

Por Shenna Dallen

O prazer de ser maranhense



Ser maranhense é ter o prazer de morar em uma cidade que equilibra as suas áreas de mangue e parques estaduais com os prédios do Renascença e da Ponta da Areia. É ter um dos mais belos crepúsculos do país bem no mirante da Laguna da Jansen.
É o prazer de ter um povo simpático e sempre receptivo, ter uma cidade em que você se sente em casa a cada rua que andas, a cada beco que exploras em cada rosto que encontras.
Não há nada melhor que sair à noite para o Centro Histórico. Lá encontra-se de tudo, desde o reggae até a música eletrônica, passando pela MPB e pelo rock. Por possuir uma população heterogênea, São Luís mostra-se como uma das cidades com maior diversidade cultural do país. Em qualquer época do ano há uma manifestação cultural que torna essa cidade única em si.
Uma cidade que respira arte por todos os poros só pode ser estimulante. Conhecer São Luís é ir ao menos uma vez ao teatro Arthur Azevedo, perguntar pra alguém o que quer significar aquela serpente na Laguna da Jansen, vislumbrar-se com os casarões do Centro Histórico e conhecer um pouco de nossa cultura, tão única e tão variada.
São Luís, São Luís, terra quente que nunca me decepciona. A força de sua história ainda é visível na imponência da sua biblioteca e do Palácio dos Leões, a modernidade que lhe arrebata já está visível nas suas praças. Pode-se passar horas só descobrindo as histórias que existem por trás de cada nome dúplice que suas ruas carregam, um trabalho investigativo que nunca é maçante, e muitas dessas histórias podem até ser novas, mas outras denotam do tempo da escravatura e que são passadas de pessoa a pessoa pela conversa em uma fonte, ou enquanto se descansa em uma praça.
Terra de grandes poetas e grandes vozes, São Luís é a cidade que mantém uma guarnicê de vídeo aberta ao público, disponibilizando cultura a quem quer que esteja passando pelo Centro Histórico. Seu festival de poesia mostra à sociedade seus literatos, pois a Atenas brasileira não pode, jamais, perder a via poética que lhe garantiu esse título.
Ah, São Luís, só não te ama quem não te conhece.

terça-feira, 19 de junho de 2007

Mais um patrimônio...

Ontem, dia 18 de junho, às 15 horas, foi tombado pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) como patrimônio cultural imaterial o Tambor de Crioula, uma dança afro-brasileira encontrada tradicionalmente no Maranhão e praticada principalmente por mulheres.
O patrimônio cultural imaterial são as representações da cultura de um local, transmitidas de geração em geração e que refletem as formas de pensar e ver o mundo. São representadas pelos rituais religiosos, as lendas, as danças, o artesanato, a história, entre outras coisas.
O tombamento ocorreu na Casa das Minas, principal representante dos terreiros de tambor de mina no Estado, e contou com a presença do ministro da cultura, Gilberto Gil. Após o tombamento, os grupos de tambor de crioula presentes saíram em procissão em homenagem a São Benedito, padroeiro da manifestação.
Agora, o Maranhão conta com mais um patrimônio no rol de suas inumeráveis belezas. Em 1997, São Luís recebeu da Unesco o título de Patrimônio Cultural da Humanidade, por possuir um dos maiores conjuntos de arquitetura civil de origem européia do mundo. Em uma área de aproximadamente 250 hectares, possui cerca de 2500 imóveis tombados pelo patrimônio histórico estadual e cerca de 1000 pelo Iphan.
São essas e outras coisas que nos propiciam o prazer de ser maranhense...

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Diversos nomes, um só amor.

Ilha dos amores, Atenas brasileira, Jamaica brasileira, Ilha de São Luís. Essas são algumas das denominações de Upaon-Açu, a ilha situada no centro do litoral maranhense que será tema central deste blog/periódico virtual.


Abordando as mais diversas áreas, esse espaço se propõe a mostrar as mais variadas facetas que essa ilha possui, e acredite, são muitas. Passando por uma análise cultural e artística da ilha, chegando a comentar política e ciência, o único limite que nos impomos é o territorial, ou seja, Upaon-Açu é o nosso tema.


Nessa terra que não está nem ao Norte nem ao Nordeste do país, temos a junção de várias formas de cultura, além da diversidade populacional em si. Composta por quatro municípios, a Ilha do Maranhão é uma das preciosidades escondidas em nosso país.


Seu acervo arquitetônico é tão rico que foi considerado patrimônio da humanidade, com seus casarões no centro histórico contrastando com o skyline dos prédios do Renascença.


O berço de poetas, que usam suas praças como palcos, São Luís respira arte e poesia, com sua guarnicê de vídeo e seu festival de poesia que a cada ano incentivam seus literatos a produzir.


Bem, em um breve resumo é isso que traremos: São Luís em suas várias facetas. Com colaboradores em diversas áreas esse espaço tem a pretensão de ser um canal mostrando São Luís (a verdadeira São Luís, com suas beleza e suas verdades) ao mundo. E você está convidado a participar. Envie sua crítica, sua matéria, sua notícia... Juntos faremos deste blog/periódico virtual este canal para o mundo.